Cemitério Araçá recebe passeio com roteiro que visita o túmulo de Eunice Paiva, do filme “Ainda Estou Aqui”

Eunice foi mais uma das milhares de pessoas que sofreu por não ter, sequer, o direito de sepultar seu companheiro, Rubens Paiva.

Túmulo de Eunice. Foto: reprodução
Túmulo de Eunice. Foto: reprodução

SÃO PAULO — O cemitério Araçá, administrado pela Cortel SP, recebe neste domingo (16), a partir das 10h, mais uma edição das visitas mediadas mensais, no projeto “Araçá e Suas Vozes”. Organizados em parceria com a historiadora Viviane Comunale e o pesquisador Thiago de Souza, idealizador do projeto “O que te assombra?”, os passeios ajudam a contar parte da história da cidade e do país, por meio do legado de algumas personalidades e escultores renomados.

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Uma dessas referências que descansa no Araçá é Eunice Paiva, falecida em 13 de dezembro de 2018. A história da advogada, símbolo da luta contra a ditadura militar e pela defesa dos direitos humanos, foi retratada pela atriz Fernanda Torres no filme “Ainda estou aqui”, indicado em três categorias do Oscar – Filme Internacional, Melhor Atriz e Melhor Filme. A maior festa do cinema mundial ocorre no primeiro domingo de março (2).

Eunice foi esposa do deputado Rubens Paiva, desaparecido político depois de ter sido preso, torturado e assassinado nos porões do DOI-CODI no Rio de Janeiro, em janeiro de 1971.

“Entre tantas histórias importantes para a nossa sociedade, vamos celebrar mais uma vez a memória e o legado de Eunice Paiva, que tem atraído o interesse do público após o filme. Revisitar essa história é importante para entendermos sobre a formação do nosso país, passagens importantes, inclusive a respeito de regimes ditatoriais e da defesa da democracia. Eunice foi mais uma das milhares de pessoas que sofreu por não ter, sequer, o direito de sepultar seu companheiro, além de toda a violência e de tudo o que tinham para viver após o desaparecimento de Rubens Paiva”, comenta Thiago de Souza.

Inaugurado em 1897, o Araçá está localizado entre os bairros de Pinheiros e Pacaembu. Além do túmulo de Eunice, a visita mediada aborda obras dos artistas Victor Brecheret, Eugênio Prati, Gildo Zampol, entre outros, além das histórias do milagreiro “Menino Guga”, Sargento Barbosa – policial em processo de canonização que está sepultado no mausoléu da PM -, Cacilda Becker e Nair Bello, atrizes, e o empresário da comunicação, Assis Chateaubriant.

Serviço

“Araçá e Suas Vozes”, domingo (16), às 10h, no Cemitério Araçá, Avenida Doutor Arnaldo, 666 – Pacaembu

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