Cidades do Grande ABC têm quase 8.000 alunos autistas

Essa data foi escolhida para levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra as pessoas que apresentam TEA.

2 de abril, Dia Mundial do Autismo. Foto: divulgação

GRANDE ABC — O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, criado em 2 de abril de 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU), completa 18 anos em 2025. Essa data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra as pessoas que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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Em 2024, um levantamento feito em escolas das cidades do Grande ABC mostram que 7.957 alunos autistas foram matriculados na rede pública. Nas escolas municipais foram 6.091. São Bernardo recebeu 2.648, seguida por Santo André (1.700), São Caetano (826), Mauá (500), Ribeirão Pires (362) e Rio Grande (55).

Já as escolas estaduais nas sete cidades somam mais 1.866. Estima-se que mais de 8.000 crianças e adolescentes diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autistas) frequentaram a escola regular da rede pública da região, pois os dados não incluem Diadema, que informou apenas o número total de alunos com alguma deficiência – 1.870.

Ainda assim, verifica-se um crescimento de cerca de 40% em relação a 2022, quando a rede pública das sete cidades tinha 5.378 estudantes com laudo de TEA. O autismo é uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal.

As pessoas com TEA podem e devem conquistar seu lugar na sociedade porque eles também têm aptidões e talentos específicos em determinadas áreas do conhecimento. Muitos podem, por exemplo, concentrar-se fortemente em apenas uma coisa, por isso, alguns tornam-se pianistas ou cantores incríveis.


Os números são reflexo do aumento da busca pela inclusão. A Lei Berenice Piana nº 12.764/2012 determinou que é crime negar a matrícula de crianças com TEA em qualquer escola. O objetivo é inseri-las na sociedade e estimular seu desenvolvimento e independência. É o que aconteceu com Heloísa, 8 anos, diagnosticada com TEA. Ela chegou aos 4 anos na Emeief Luiz Gonzaga, em Santo André, ainda com pouca verbalização e necessidade de bastante apoio. 

Os dados são contabilizados apenas de alunos matriculados, entretanto, o número pode ser maior, já que existe ainda um preconceito e muitos pais não matriculam os filhos.

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