Policial Civil investigado por lavagem de dinheiro do PCC por meio de fintechs é preso pelo Gaeco e PF

Cyllas Elia Junior foi preso na ação do desdobramento da delação de Vinicius Gritzbach, acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa.

Cyllas Elia Junior. Foto: reprodução rede social

SÃO PAULO — Um policial civil foi preso na manhã desta terça-feira (25 em uma operação de combate à lavagem de dinheiro do PCC por meio de duas fintechs (instituições financeiras digitais), por investigadores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e da Polícia Federal.

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Cyllas Elia Junior foi preso na ação do desdobramento da delação de Vinicius Gritzbach, acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa e assassinado com tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no final do ano passado.

Cyllas Elia Junior se apresenta como CEO da 2GO Bank, uma das instituições financeiras citadas pelo delator do PCC. A outra empresa é a InvBank. Segundo a investigação, elas movimentaram recursos milionários da facção dissimulando sua origem ilícita por meio da compra de imóveis.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, o crime organizado atingiu “outro patamar” e hoje opera no mercado financeiro formal.

Elia Junior estava afastado desde 2022 de suas funções a pedido e, no começo deste ano, voltou a trabalhar na Polícia Civil. Ele estava lotado no Decap, o departamento responsável pelas delegacias da capital.

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